Proteção Civil e Emergência Médica com 30 anos de atraso...


Enquanto certos iluminados discutem a data das comemorações da revolução, outros a gaguez oral, outros a gaguez mental, e outros o salário mínimo nacional, face à sua ignorância sobre o país real, o Sistema Integrado de Emergência Médica, e o Sistema Nacional de Proteção Civil, continuam com 30 anos de atraso em relação ao resto da Europa e são a principal causa de morte evitável. A proteção civil continua a chamar à estrutura governamental funções que só podem competir aos cidadãos porque em país nenhum do Mundo existem Bombeiros e Operacionais suficientes para socorrer todos atempadamente. Enquanto isto, o SNS prepara-se para deixar morrer em dezembro mais umas centenas de pessoas, devido às já tradicionais incapacidades que atestam inequivocamente a incapacidade de políticos e governantes gerarem soluções que garantam algo, porque na atualidade sobreviver a uma emergência médica crítica em Portugal só mesmo por sorte.
Um país onde nem autarcas nem governantes centrais cumprem as Leis, onde os tribunais fazem vista grossa a tudo o que se passa cá dentro, e onde a impunidade dos decisores é algo absolutamente pornográfico. Este é o país em que para se resolver algo não basta recorrer aos tribunais, tem de ser notícia na rádio, TV e Jornais.

Temos na atualidade, conluios entre ordens profissionais e institutos públicos que eternizam há mais de uma década a inadequação da formação dos técnicos que operam as ambulâncias, tudo para privilegiar uma única classe que prefere que morra gente a abdicar da sua quota parte de mercado de emprego, que nunca lhe competiu mas quer impor à força enquanto na rua morre gente todos os dias, em claros atos de homicídio estrategicamente premeditado para justificar a tal quota parte de mercado de emprego, isto quando noutros países qualquer comum cidadão ou socorrista pode praticar os atos que servem de argumento para tal morosidade na formação.
Por falar em formação, na inviabilidade de a tal quota parte de mercado de emprego se concretizar na operação das ambulâncias, a classe em causa procura agora monopolizar a formação, enquanto isso o sangue corre por essas ruas fora, porque os técnicos nem sequer um clamp hemostático para controlar uma hemorragia não controlável de outra forma, têm nas ambulâncias ou são ensinados a usar.

Proteção Civil, por um lado, tomada pela corrupção e trafico de influências em muitos municípios e ministério, emergência pré-hospitalar por outro lado, tomada de assalto por interesses que voltaram a instalar-se à boa maneira da política ceciliana dos anos 70.  
A improficuidade dos decisores políticos, aliadas à improficuidade da função pública, na sua maioria desmotivada e pouco qualificada, determinam que sejamos um país de fachada, onde se trabalha essencialmente a imagem e os números que a possibilitam mascarar, em detrimento da procura de soluções efetivas que poderiam ser muito boas para o interesse público, mas muito limitadoras dos fluxos de corrupção que dominam estes dois sistemas.

Fico absolutamente estupefacto com a infantilidade de muitos dos nossos deputados na Assembleia da República e das Assembleias Municipais, mas fico absolutamente siderado com a passividade deste povo de brandos costumes, que é ignorante e gosta de ser ludibriado.
Quero por isso felicitar os meus concidadãos, e recomendar-lhes que sorriam, estão a ser ludibriados e assassinados a prazo.
Entendam de uma vez por todas, o que cada cidadão não fizer daquilo que lhe compete, ninguém o fará por si. E a todos compete fazer algo, e exigir que o sistema faça o que lhe compete na justa medida dos impostos pagos para esses fins.
Somos por isso um povo “manso”, e os governantes e autarcas sabem isso, de outro modo há muito reria sido criminalizado o enriquecimento não justificado.

Comentários

Mensagens populares